Prisco tem alta da UTI e é transferido algemado para outro hospital no DF

O vereador Marco Prisco, um dos líderes da greve da Polícia Militar no mês de abril, foi transferido para outro hospital de Brasília, no Distrito Federal. De acordo com o advogado de Prisco, Vivaldo Amaral, ele teve alta médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base na noite da quarta-feira (14). Ele deu entrada na unidade coronariana da instituição no dia 4 de maio, se queixando de fortes dores no peito.

O vereador foi transferido para o Hospital Regional Asa Norte, onde está internado na Papudinha, uma ala especial para detentos do Complexo Penitenciária da Papuda. A Secretaria de Saúde da região considerou que não havia mais necessidade de que Prisco permanecesse internado no Hospital de Base porque o estado de saúde dele é considerado estável.

Não há previsão de alta, e Prisco deve passar por novo exames ainda hoje.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na terça-feira (13) que uma junta médica, formada por servidores do tribunal, avalie o estado de saúde do vereador Marco Prisco, que liderou o movimento grevista da Polícia Militar (PM) da Bahia.

A decisão atende a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.Com a decisão, dois médicos do Supremo terão 48 horas para elaborar um relatório clínico sobre o vereador.

A conclusão será levada em conta pelo ministro para decidir se Prisco cumprirá prisão domiciliar, conforme solicitação da defesa. Na semana passada, o vereador sofreu um infarto no Presídio da Papuda, no Distrito Federal (DF), segundo sua defesa. De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, o estado de saúde de Prisco é estável. Marco Prisco foi preso em Salvador, no dia 18 de abril, mas foi transferido para a Papuda, porque a ordem judicial determinou que ele deve ficar recolhido em instituição prisional federal.

Prisco é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) e vereador pelo PSDB em Salvador. Ele liderou um movimento grevista dos policiais militares da Bahia, que foi encerrado no dia 17 de abril.

A prisão do vereador, no entanto, foi motivada por outra greve, também encabeçada por ele, em 2012. No ano passado, o Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou Prisco e mais seis pessoas por crimes praticados contra a segurança nacional durante essa paralisação.