Prefeitura entrega à Caixa projeto do BRT

Os 12 volumes do projeto executivo do BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit) de Feira de Santana foram entregues à Superintendência da Caixa Econômica Federal, que vai financiá-lo, pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, na tarde desta quarta-feira, 5. O projeto foi elaborado pela Prisma Consultoria e Engenharia Ltda, desde o quarto trimestre do ano passado. Feira é o primeiro município do Nordeste a fazer esta espécie de contratação com a Caixa. O investimento no projeto será mais de R$ 90 milhões.

O diretor da Prisma, Marco Antônio Diniz, apresentou o projeto ao superintendente da regional da Caixa, José Raimundo Cordeiro Junior, mais gerentes de agências e de área, e técnicos, na Superintendência do banco estatal. De acordo com ele, mais de 20 técnicos trabalharam na elaboração do projeto. A entrega aconteceu dentro do prazo estabelecido pelo Ministério das Cidades.

José Ronaldo afirmou que todo o projeto foi elaborado tendo como base pesquisa de campo. “Uma iniciativa desta magnitude deveria ter estudos aprofundados como base”. Será o maior investimento da história da Prefeitura de Feira de Santana em uma única obra. “Será uma iniciativa que vai mudar toda a dinâmica do transporte de massa do município, que assim se torna o projeto mais importante de Feira”.

O prefeito disse estar convicto de que o BRT é a melhor solução para o transporte público de Feira de Santana. “Vai unir qualidade, conforto e segurança”. O sistema está sendo instalado nas grandes cidades do país. “O ganho na qualidade de vida para os passageiros será muito grande. Acredito que muitas pessoas que hoje não usam o transporte público vão aderir a ele”.

Foram apresentados projetos de geometria, sinalização, pavimentação, drenagem pluvial, anteprojeto funcional e operacional, obras de arte especial, estudos preliminares de topografia, paisagismo, sondagem, interferência. “Este é um projeto de mobilidade urbana. Todas as intervenções foram cuidadosamente estudadas, da mais simples à mais complexa”, disse Marco Antônio.